Textos fundadores da geopoética

1. Geopolítica et geopoética

O termo « geopolítica », de origem alemã, é um neologismo dos anos trinta. Foi neste ano que Jacques Ancel, professor de Geografia Política no Institut des hautes études internationales da Universidade de Paris, o introduziu na França. Ele o empregou como título de um « ensaio doutrinal de geografia política », que comporta três grandes partes : Os Métodos (« Geografia alemã ou geografia francesa ? »), Os Quadros («  A fronteira no temps, a fronteira no espaço ? »), A Nação (« Princípio territorial, princípio psicológico ? »). Em bom estilista francês, ele desculpa-se d« este pedantismo », mas ele não queria deixar dominar-se pelas « falsas aparências da ciência alemã » um termo tão potencialmente significativo.

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1.

Moro uma velha casa de pedra  - granito e xisto - na costa norte da península amoricana. Essa casa consiste em três construções. Foi num que foi outrora, em baixo, o estábulo, a granja, que se instalou há dez anos o que gosto de chamar de oficina atlântica, ou ateliê geopoético. É lá que prossigo com minhas meditações, é lá que elaboro meus métodos.

Senti a necessidade de acampar um lugar, e de falar da habitação desse lugar, antes de falar de uma obra.

Num ensaio intitulado « A ecologia dos atos », Abaham Moles fala da necessidade de uma nova antropologia do espaço.

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